O CASO RIOCENTRO

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o general José Maria de Toledo Camargo, que foi o porta-voz do presidente Ernesto Geisel, defendeu a reabertura do processo sobre o atentado do Riocentro, no Rio de Janeiro, e disse que "o inquérito policial militar realizado na época foi uma farsa". O general foi um dos oficiais que não aceitaram os critérios adotados para o processo. Camargo disse que "o Exército, como instituição não pode ser responsabilizado ou atingido pelo Caso Riocentro". Para ele, o Judiciário deve ter respeitada a sua independência para tomar todas as decisões com relação ao processo Riocentro, de reabrir ou não, de acordo com as representações feitas na 3a. Auditoria do Exército, no último dia 27, pelo coronel Dickson Grael, ex-diretor do Riocentro, pelo tenente César Wachulec, que foi supervisor de segurança daquela organização e pelo engenheiro Nilton Nepomuceno, que foi diretor-técnico (O ESP).