Segundo o Jornal do Brasil, o procurador Vitor André Soveral Junqueira Aires encaminhou ao delegado Ivan Vasques, que preside o inquérito do Caso Baumgarten, uma carta que recebeu há três dias assinada por "Ariston Migues" (provavelmente um pseudônimo), na qual Geraldo Araújo, citado no diário de Baumgarten, é acusado como um dos principais articuladores e executores do plano de sequestro, interrogatório e eliminação do jornalista, da sua nulher Jeanete Hansen e do barqueiro Manoel Valente Pires. De acordo com o JB, a carta informa que Araújo é sócio do comandante Edilberto Braga (ex-superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro), do coronel Ari de Aguiar Freire e de um filho do general Waldir Muniz, secretário de Segurança na primeira fase de apuração do caso. "Matador de Herzog e Rubem Paiva, dentre os 139 crimes de morte que cometeu, soube escolher a dedos os outros matadores. E como um dos vendedores de publicidade da revista O Cruzeiro, desviou parte do dinheiro do general Muniz, do coronel Aguiar, do comandante Edilberto e dele próprio". O JB informa ainda que a carta revela que Geraldo Araújo foi assessor direto do general Muniz na secretaria de segurança, tendo viajado à Suíça uma ou duas vezes, ao encontro do coronel Aguiar. E foi na posição de assessor do general Muniz que ele comandou o plano para eliminar Baumgarten (JB).