A REFORMA TRIBUTÁRIA E O FMI

Segundo o Jornal do Brasil, o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, afirmou ao deputado Airton Sandoval, que apresentou uma emenda, a ser votada no dia 2 de outubro, aumentando em até 30% a participação dos municípios no total do "bolo" tributário nacional, que o principal entrave a um entendimento entre o governo federal e o Congresso Nacional na definição da reforma tributária de emergência é o Fundo Monetário Internacional (FMI). Conforme o jornal, o governo federal, através do ministro do Planejamento, solicitou aos congressistas que suspendessem qualquer votação sobre matéria tributária até a reunião conjunta do FMI e do Banco Mundial (BIRD), a ser realizada em Seul, na Coréia do Sul, na primeira semana de outubro. O jornal informa ainda que um colaborador do ministro João Sayad revelou a preocupação do governo com a possibilidade de a Emenda Sandoval vir a ser votada e aprovada no dia 2 de outubro, véspera da reuni~ao de Seul. Por esta emenda, a posição de caixa do Tesouro fica abalada, porque ela prevê transferências de Cr$30 trilhões aos governos estaduais e municipais no decorrer de 1986 e pode inviabilizar as negociações com o FMI (JB).