O ministro do Exército, Leônidas Pires, admite que o atentado do Riocentro afetou a imagem do Exército no governo passado, mas que agora a instituição está em franca recuperação de seu prestígio. Ele não quis comentar o surgimento de provas que podem determinar a reabertura do inquérito, mas antecipou que dará opinião depois que o procurador-geral da Justiça Militar, George Tavares, fizer as diligências determinadas. Já o chefe do SNI, Ivan de Sousa Mendes, disse que o governo não opina sobre o assunto e considerou irrelevante a importância política da retomada das investigações. E o chefe do Gabinete Civil, José Hugo Castelo Branco, afirmou que "o governo não promove inquérito nenhum com o objetivo de retaliação, mas não impede o desempenho das atividades policiais e judiciais. Esses são fatos normais num contexto social". O ministro da Justiça, Fernando Lyra, esquivou-se de falar, e só comentou que "esse processo vem do autoritarismo, não da democracia. Mas sua apuração é uma decorrência do processo democrático" (JB).