O CASO DO ASSASSINATO DO EX-SARGENTO EM PORTO ALEGRE

O processo que julga a participação de militares e policiais civis no assassinato do ex-sargento do Exército Manoel Reimundo Soares, em 1966, em Porto Alegre (RS)-- conhecido como "o crime das mãos amarradas"-- foi reaberto pelo Tribunal Federal de Recursos, por determinação do ministro relator, Washington Bolivar de Brito, que vai ouvir novamente as partes envolvidas-- a família da vítima e a União-- quando falta apenas um ano para a prescrição do crime. Bolivar de Brito anexou ao processo os autos do inquérito policial-militar instaurado na época para apurar a morte do ex-sargento, cujo corpo foi encontrado boiando, com as mãos amarradas, no rio Guaíba, após ter sido retirado da Ilha-presídio. Segundo a viúva da vítima, Elizabeth Chalupp Soares, os responsáveis pelo crime são militares e policiais civis que agiram sob ordens dos tenentes-coronéis do Exército Luiz Carlos Menna Barreto e Átila Rochester (JB).