O CASO ABI-ACKEL

Segundo o Jornal do Brasil, funcionários do Ministério da Justiça confirmaram, em depoimento à polícia federal, que trabalhavam em tempo integral para a APL (Arnauld, Paulo, Landim) Advogados Associados, durante a gestão do ex-ministro Ibraim Abi-Ackel, sem receber nenhum pagamento além de seus salários no ministério. "A ordem vinha de cima, e quem não cumprisse ia para rua"-- afirmou Otávio Monteiro de Faria, motorista do ministério. Segundo ele, as ordens partiam do ex-ministro, mas eram sempre verbais. Otávio trabalhava como segurança de Paulo Abi-Ackel, filho do ex- ministro da Justiça, um dos sócios da APL. Raimundo Camelo Melo, também motorista do ministério que trabalhava como segurança de Paulo Abi-Ackel, contou que costumava acompanhá-lo a boates. Cumpria horário das 19 horas até às 9 hrs da manhã seguinte. Dormia num alojamento da residência oficial de Ibraim Abi-Ackel (JB).