GOVERNO TRABALHA COM OS INDICADORES PARA 1986

O governo federal está trabalhando com os seguintes indicadores econômicos para 86: crescimento de 6% do PIB; taxa média de inflação de 160% e de 140% ao final de dezembro; corte no déficit público (incluindo aumento de impostos e redução nos gastos das estatais) de Cr$31 trilhões (a preço de 85) ou de Cr$90 trilhões a preços de 86; a taxa de juros dos títulos públicos (ORTNs e LTNs) ficará em 16% ao ano acima da correção monetária; crescimento médio de 7% para a indústria; crescimento de 6% para a indústria da construção civil; crescimento médio de 5% para a agricultura; crescimento mínimo de 4,5% para os produtos agropecuários destinados ao mercado interno (milho, arroz, feijão, mandioca, batata, leite, ovos e carnes); crescimento de 5,5% para os produtos agropecuários destinados à exportação (soja, algodão, café, cacau, amendoim, laranja, fumo, açúcar, algumas carnes e pescados); construção de 325 mil novas casas pelo Banco Nacional da Habitação (BNH); aplicação de Cr$24 trilhões (a preços de 85) pelo Programa de Prioridades Sociais (PPS); o valor da dívida externa líquida ao final de 86 será de US$95,89 bilhões" o déficit público está estimado em Cr$211 trilhões (a preços de 85) antes do corte. Desse total, Cr$121 trilhões serão financidos pela emissão de papel moeda e pela colocação de títulos públicos no mercado; previsão da taxa de juros no mercado internacional de 11,6% (Libor mais sobretaxas e comissões cobradas pelos bancos credores); superávit comercial (exportações menos importações) de US$12,5 bilhões, com vendas de US$27,5 bilhões e compras de US$15 bilhões; previsão de crescimento médio do comércio internacional de 3,8%; os pagamentos dos subsídios ao trigo ficarão em Cr$17 trilhões e as despesas com subsídios ao açúcar e álcool em Cr$1,2 trilhão. Os gastos com a comercialização dos produtos agrícolas ficarão em Cr$3,9 trilhões; as amortizações e os encargos da dívida pública (interna e externa) chegam a Cr$202,3 trilhões, sendo Cr$42,4 trilhões para amortizações e Cr$159,9 trilhões para os encargos; os gastos com pessoal da administração direta foram fixados em Cr$96,9 trilhões (O Globo) (GM).