Segundo o jornal O Globo, "durante três anos, a extinta Fundação Nacional de Material Escolar (FENAME) comprou material até pelo triplo do preço normal e beneficiou uma empresa transportadora (Encomenda Urgente-- Transportes, Encomendas e Cargas Ltda.), em Brasília, indicando-a para entregar livros didáticos e material escolar em todo o país, apesar de, em licitação efetuada pelo órgão, essa firma situar-se em último lugar, entre seis outras empresas, pelo alto preço cobrado". Conforme o jornal, estas são as principais irregularidades contidas no dossiê entregue esta semana ao presidente José Sarney pelo jornalista Milton Durço Pereira, diretor-executivo da FENAME de 1979 a 1981. No transporte de material escolar para todo o país, a FENAME pagou, em 1978, em valores atualizados, Cr$16,875 bilhões a empresa (O Globo).