O porteiro Luiz Carlos da Silva, que denunciou na Comissão dos Direitos Humanos ter sido submetido a torturas com choques elétricos na 17a. DP, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, através de um velho telefone de manivela, confirmou ontem, no Departamento de Investigações Especiais, todas as suas acusações. Ele disse que um policial, enquanto rodava a manivela para produzir a energia, colocava o fone no ouvido e fingia estar falando com o presidente José Sarney. Luiz Carlos contou que seu erro foi o de sacar indevidamente Cr$900 mil de um banco, pois, embora dispusesse de Cr$15 mil, recebeu um extrato informando que seu saldo era de Cr$907,085 mil. O dinheiro era de um homônimo (JB).