Dez ex-presos políticos gaúchos denunciaram ontem ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos que a nova cúpula policial do Estado é integrada por torturadores ou responsáveis coniventes com a prática de torturas. Como torturadores, foram denunciados os delegados Pedro Seelig, atual diretor da Divisão de Polícia Distrital, e Antônio Gularte, da Delegacia de Homicídios. Além do coronel Átila Rohrzetzen, ex-chefe do Departamento Central de Informações, e dos policiais Nilo Hervelha, hoje aposentado, e Paulo Arthur. Como mandantes ou coniventes, foram acusados o chefe de polícia, José Leão de Medeiros; o sub-chefe, Firmino Peres Rodrigues; e o assessor da chefia de polícia, Marco Aurélio Reis, todos delegados. Os ex-presos que fizeram as denúncias são o professor universitário João Carlos Bona Garcia; o operário Hilário Pinha; o psiquiatra Bruno Mendonça Costa; o advogado Cesar Borges Fernandes; o jornalista Laerte Meliga, os alfaiates Antônio Lousada e Antônio Constâncio Souza, além de Jorge Fischer Nunes, Amarílio Cruz Matos e Frida Levi, que denunciou ter sofrido torturas psicológicas. Eles foram presos entre os anos de 65 a 75 e todos estiveram no DOPS gaúcho, onde trabalhavam na época os policiais denunciados (O Globo).