DEFINIÇÃO SOBRE O SALÁRIO-MÍNIMO É ADIADA

O governo não apresentou formalmente a proposta de reajuste do salário-mínimo para US$100 na reunião de ontem, entre trabalhadores e empresários, ocorrida no Ministério do Trabalho. O ministro Almir Pazzianotto deixou a questão para ser discutida livremente entre as duas partes, que defenderam posições divergentes quanto ao valor do mínimo, que deve vigorar a partir de janeiro. Uma nova reunião foi marcada para amanhã, para discutir basicamente o novo salário-mínimo. Segundo o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Albano Franco, os empresários aceitam reajustar o mínimo de 25% a 30%, ficando entre Cz$1.005,00 e Cz$1.045,20. A CGT reafirmou que não abre mão do mínimo estimado pelo DIEESE, de Cz$4.884,00, mas propôs o parcelamento da recomposição do mínimo em seis partes, que seriam agregadas ao salário trimestralmente (FSP).