O ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, afirmou que os Ministérios da Fazenda e do Planejamento querem o entendimento entre empresários e trabalhadores até o próximo dia 24. Se ele não for alcançado, "o governo tomará a iniciativa de adotar unilateralmente as medidas que julgar necessárias para repor a economia nos trilhos". Ontem, na reunião entre governo, sindicalistas e empresários houve discordâncias sobre três pontos: salário-mínimo-- os sindicalistas querem um reajuste que eleve gradativamente dos Cz$964,80 atuais para Cz$4.884,64; os empresários admitem elevar o salário, no máximo, a Cz$1.800,00; reajuste de preços-- os empresários sugeriram uma recomposição imediata para todos os produtos de 25% sobre os preços vigentes a 28 de fevereiro passado; os sindicalistas insistiram em manter os preços congelados em seus níveis atuais; "gatilho" salarial-- o ministro do Trabalho disse que o governo decidira não eliminar nem alterar a fórmula do "gatilho", que continuará disparando sempre que a inflação, somada, atingir 20%; banqueiros e empresários do comércio exigiram o congelamento do "gatilho" por um período de 120 dias ou sua troca por um abono. O Ministério da Fazenda também deseja a alteração do "gatilho". Uma nova reunião entre o governo, empresários e sindicalistas foi marcada para amanhã (JB) (FSP).