O CASO ABI-ACKEL

O Departamento de Polícia Federal, em Brasília, informou que já conseguiu provas de que Paulo Abi-Ackel vendia vistos de permanência no país a estrangeiros, durante a gestão de seu pai, Ibraim Abi-Ackel, no Ministério da Justiça. "As transações eram feitas no escritório de advogacia de Abi-Ackel, no Edifício do Trabalhador, em Brasília". A PF também já comprovou que houve corrupção na compra, em fevereiro deste ano, de um prédio para a Procuradoria-Geral da Justiça, efetuada pelo Ministério da Justiça. A DPF informou ainda que, "na condição de organismo central, assumirá, a partir de agora, as investigações sobre o envolvimento do ex-ministro Abi-Ackel no contrabando de pedras preciosas e demais denúncias relacionadas ao caso". O trabalho da superintendência de Goiânia ficará restrito ao envolvimento de Calvares e da EMBRAIME com o contrabando de pedras preciosas e a apuração das atividades da organização "Asas de Socorro", entidade filantrópica norte-americana envolvida no contrabando e que tem sede em Anápolis (GO) (FSP).