O CASO ABI-ACKEL

De acordo com o Jornal do Brasil, um assessor da Presidência da República informou que os vistos irregulares para permanência de estrangeiros no país, vendidos por Paulo Abi-Ackel, filho do ex-ministro da Justiça, Ibraim Abi-Ackel, eram concedidos a partir de requerimentos assinados pelo advogado José Francisco Paes Landim, proprietário do escritório de advogacia onde o ex-ministro mantém contatos e presta serviços profissionais. Conforme o jornal, Landim que atualmente trabalha com o ministro da Administração, Aluízio Alves, encarregando-se dos planos de reforma administrativa promovida pelo governo, assinava os documentos porque não poderiam ser assinados por Paulo, que não é formado, nem por Ibraim, impedido por lei de exercer a advogacia enquanto ocupasse o ministério. Ele negou qualquer relacionamento profissional com o ex- ministro, dizendo que "não fui nem cliente do Abi-Ackel". Mas nas páginas amarelas da lista telefônica de Brasília-- prossegue o jornal--, o escritório de Ibraim Abi-Ackel está registrado no nome de Landim, José F.P, entre as firmas de advogacia internacional (JB).