O PROGRAMA DE EMERGÊNCIA DO GOVERNO FEDERAL

O secretário de planejamento do Ministério do Planejamento, Francisco Luna, informou que o Programa de Emergência do governo federal para este ano não contará mais com os Cr$12,9 trilhões anunciados em maio. Fechará o ano com Cr$11,5 trilhões. Segundo ele, o Banco Nacional de Habitação (BNH) foi "obrigado a reduzir sua participação-- de Cr$3,3 trilhões para Cr$1,9 trilhão-- em virtude dos saques em cadernetas de poupança nos últimos meses". Para a construção de moradias populares e instalação de infraestrutura urbana ficou a dotação de Cr$1 trilhão, dos Cr$3,5 trilhões que o presidente José Sarney aprovou para o programa. Serão entregues Cr$700 bilhões ao BNH para construir moradias populares. Outras destinações da verba aprovada por Sarney são: -- Cr$350 bilhões para "o combate à violência urbana, com melhoria e modernização dos serviços de segurança pública e melhoria das condições de vida da população carcerária"; -- Cr$550 bilhões para merenda escolar, atendendo até o final do ano 22,2 milhões de crianças do 1o. grau; -- Cr$581 bilhões para a rede de ensino básico (construção e recuperação de escolas estaduais e municipais e compra de equipamentos); -- Cr$500 bilhões para suplementação alimentar a gestantes, nutrizes e crianças de até 2 anos; -- Cr$148 bilhões para construção e recuperação de postos de saúde, aquisição de medicamentos e vacinas; -- Cr$50 bilhões para criação de emprego e renda, a cargo dos Estados e Municípios; -- Cr$200 bilhões para o programa de abastecimento popular pela COBAL (O Globo).