O secretário-geral do Ministério das Minas e Energia, Paulo Richer, descartou a possibilidade de racionamento a curto prazo de energia elétrica, mesmo em regiões em que se verifica uma grande sobrecarga da demanda do serviço, como o sudeste, que sofreu no último dia 18 um blecaute de 27 minutos, e que atingiu principalmente Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Segundo Richer, as cidades atingidas viviam, naquele momento, uma situação especial em termos de fornecimento de energia elétrica. "A usina nuclear de Angra I encontrava-se desligada; assim o Rio de Janeiro teve a sua oferta de energia reduzida em 600 MW. Em condições normais e com Angra I funcionando, a carga disponível da cidade é de 3000 MW. Ademais, era domingo, a linha de transmissão contínua de Itaipu não estava em operação, o que significou uma redução de mais 700 MW. Um terceiro fator agravou essa situação de sobrecarga de energia na região: o sudeste vem deslocando cerca de 750 MW para cobrir a demanda do serviço nos Estados do sul, cuja produção está bem abaixo da capacidade das usinas devido à escassez de chuvas", finalizou Richer (GM).