EX-DIRETOR DENUNCIA CORRUPÇÃO NA PETROFÉRTIL

Importação de enxofre junto a três fornecedores cativos, com um
6921 sobrepreço, no últimos 10 anos, de US$8 milhões; exportação de amônia
6921 para uma empresa fantasma nos EUA-- a Joe of Cauliflower--, com prejuízo
6921 de US$600 mil; criação de um cartório"" de clientes privilegiados; desvio de matéria-prima com posterior autitagem; reajustes de preços que beneficiam mais as empresas privadas, passando pelas multinacionais; e gastos em publicidade onde o custo da produção da campanha é mais elevado do que o da veiculação". Estes são alguns dos motivos apontados pelo ex-diretor de orçamento da PETROFÉRTIL, Rubens Tavares Filho, que se demitiu do cargo no último dia 13, para o prejuízo de Cz$800 mil apresentado pela estatal no ano passado. Segundo ele, as importações de enxofre são realizadas junto a três empresas: Cansulex (canadense), Ciech (polonesa) e Amsulex (norte-americana), sem concorrência e com sobrepreços que totalizaram, US$8 milhões nos últimos 10 anos. Em outubro de 1985, afirmou Rubens Tavares Filho, a PETROFÉRTIL pagava US$151,90 pela tonelada de enxofre, quando o preço no mercado internacional era de US$135,00. O ex-diretor apresentou também 76 faturas de aluguel de veículos junto à Total Locadora, à Besouro e à Travel Cap, apesar de o presidente José Sarney ter proibido o uso de carros. Rubens criticou a formação de um grupo de clientes privilegiados-- Trevo, Manah, Fertisul, Copas, CRA, Mitsui, Agrofértil Solorrico, Lagence e IAP-- que compram 50% da produção. Das 3.500 cooperativas agrícolas, apenas, segundo ele, 18 conseguem comprar os produtos da PETROFÉRTIL (JB).