Através de carta, a deputada Bete Mendes (sem partido-SP) denunciou ao presidente José Sarney ter reconhecido o Adido Militar da Embaixada do Brasil no Uruguai, coronel Brilhante Ustra (identificado pelo codinome coronel Tibiriça), como a pessoa que a torturou no DOI-CODI de São Paulo, em 1970, onde esteve presa durante um mês. Bete Mendes, que fazia parte da comitiva presidencial na viagem ao país, explica que não comunicou o fato imediatamente para não prejudicar a visita do presidente. A carta tem a data do último dia 15. "Fui torturada por ele, física e psicologicamente"-- afirma Bete Mendes, que relata ainda seu constrangimento quando, após o reconhecimento, foi procurada pelo coronel, que tentou várias vezes justificar-se, dizendo que agiu "cumprindo ordens e levado pelas circunstâncias de um momento". O nome de Carlos Alberto Brilhante Ustra está incluído na lista de 350 torturadores citados perante a Justiça Militar por 1843 presos políticos (JB) (O Globo).