O Departamento de Polícia Federal abriu inquérito para apurar o contrabando (no valor de US$10 milhões) de pedras preciosas do Brasil para os EUA, pela EMBRAIME (Empresa Brasileira de Mineração, Exportação e Importação), de Goiânia, da qual o ex-ministro da Justiça, Ibraim Abi- Ackel, está sendo apontado como um dos envolvidos na transação. O ex- ministro é o consultor jurídico da empresa. O contrabando foi apreendido em Miami, no dia 31 de março, com o norte-americano, Mark Lewis. Encarregado de transportar as pedras, Mark Lewis, que agora colabora com o FBI, revelou que foi o próprio Abi-Ackel que, em fevereiro passado-- quando ainda era ministro da Justiça--, deu o aval à operação. De acordo com Lewis, Abi-Ackel afirmou que se tratava de um negócio legal e, portanto, nada iria lhe acontecer. Outro que está colaborando com o FBI é o advogado Charles Hayes, contratado por Abi-Ackel para recuperar as pedras apreendidas em Miami. Hayes diz ter sido procurado em junho por Abi-Ackel, que garantiu-lhe tratar-se de uma operação legal. Ele apontou a firma EMBRAIME como responsável pelo contrabando de pedras, "uma empreitada com ramificações na França, na Suíça, nos EUA, em Hong-Kong e na África, tendo como base de operações o Brasil, e que já teria contrabandeado pelo menos US$100 milhões em pedras do Brasil". Segundo as informações, o contrabando envolve também cocaína e café (JB) (O Globo).