SARNEY ACUSA FMI

Ainda em Montevidéu, no encerramento de sua visita àquele país, o presidente José Sarney acusou o FMI de ter se transformado em uma espécie de auditor internacional cujos critérios impõem condições das quais seu governo diverge e salientou que o país não abdicará de um crescimento econômico de 5% ao ano e de adotar os reajustes que considerar suportáveis. Sarney descartou a possibilidade de o Brasil participar de uma força interamericana de paz, hipótese estudada pelo Grupo de Contadora para a fiscalização da fronteira entre a Costa Rica e a Nicarágua, embora os presidentes do Uruguai, Júlio Sanguinetti, e da Argentina, Raúl Alfonsín, já tenham concordado com o envio de um contingente se a idéia prosperar (JB).