TRABALHADORES E EMPRESÁRIOS ACEITAM TRÉGUA DE 90 DIAS

No primeiro encontro entre trabalhadores e empresários durante as negociações do Pacto Social, representantes das nove confederações trabalhistas e empresariais e das centrais sindicais CGT e USI (a CUT recusou-se a participar da reunião) aceitaram a proposta do ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, em favor de uma trégua de 90 a 120 dias. O ministro não ofereceu propostas concretas nem definiu a trégua, pediu apenas a colaboração de todos para evitar o crescimento da inflação. Os empresários entendem que, no período de trégua, os salários podem ficar congelados e haver um pequeno realinhamento de preços. Já os trabalhadores entendem que durante a trégua podem ocorrer greves setoriais e disparo do gatilho salarial. Para a reunião do próximo dia 20 ficou definida a seguinte pauta: salário-mínimo, salário real, manutenção do poder de compra, aposentadoria, concessão de abono salarial e três propostas de congelamento-- congelamento de fato, congelamento controlado pelo CIP e realinhamento dos preços vigiados (O Globo).