De acordo com o Jornal do Brasil, em julho último, a alimentação exerceu uma forte influência sobre a taxa de inflação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), pesquisado em 10 regiões metropolitanas do país pelo IBGE. A alta do grupo alimentação, no Índice Geral de Preços da FGV, em julho, foi de 14,9%. E, no INPC, os produtos alimentícios foram responsáveis por 52,82% do índice. Conforme o jornal, os efeitos dessa elevação de preços no orçamento familiar variam, e dependem do nível de renda de cada família. Para uma família com renda mensal de 5 a 10 salários-mínimos (Cr$1.665.600 a Cr$3.331.200), os gastos com alimentação podem chegar a 50% do orçamento mensal. No caso do trabalhador que ganha 1 salário- mínimo, atingem até mesmo 70%, ou seja, do salário de Cr$333.120, cerca de Cr$230 mil são gastos com alimentos, sobrando apenas Cr$100 mil para os demais gastos essenciais, como os de habitação e transporte (JB).