De acordo com o Jornal do Brasil, 43 toneladas de feijão dos estoques do governo federal foram embargados pelo posto de fiscalização e classificação da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por estarem sendo comercializados em embalagens como "tipo 2", quando a classificação original do produto é de "tipo 3", de qualidade inferior. Nas embalagens também não constava o nome da empresa empacotadora. Conforme o jornal, o embargo ocorreu na semana passada e a empresa é a Triceres Beneficiamento e Empacotamento Ltda, de propriedade do presidente da Bolsa de Cereais de São Paulo, Antônio Favano Neto, que ganhou concorrência, em São Paulo, para embalar 5 mil toneladas de feijão dos estoques do governo. Há duas semanas o Instituto de Pesos e Medidas comprovou que as embalagens de feijão dos estoques governamentais apresentavam peso 4,1% abaixo de 1 quilo. Foi, entãi, apresentada uma denúncia na Delegacia do Consumidor (DECOM). Ainda segundo o JB, Antônio Favano Neto deu duas explicações para a embalagem estar como "tipo 2", e não "3". A primeira, que o feijão é de "tipo 3", mas depois de beneficiado passa a ser "tipo 2". A outra: que sua empresa tinha embalagens para 1500 toneladas, que sobraram do empacotamento de feijão importado do México, comercializado em fevereiro deste ano (JB).