O ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, declarou-se contrário à privatização da Companhia Vale do Rio Doce, na qual a iniciativa privada, através da conversão de debêntures e ações, vem conquistando maior participação acionária e poderá partilhar da administração da empresa. O ministro argumentou que, para o governo manter o controle da empresa, teria de colocar mais recursos do Tesouro Nacional, "o que seria uma decisão política". Aureliano Chaves afirmou que não se pode mais mudar o estatuto da Vale, resultado de sua própria origem na Itabira Iron, o que contraria o princípio do mercado acionário, "mudando-se as regras do jogo depois de começado". O estatuto da CVRD permite que também os portadores de ações preferenciais, que normalmente não têm direito a voto, possam participar da gestão da empresa (JB).