Cerca de 300 colonos do chamado Projeto Pacal, do Pará, que estão acampados há uma semana em Brasília, reivindicando a reativação da usina paralisada há três anos, foram ontem para a frente do Ministério da Indústria e Comércio e espalharam feixes de cana-de-açúcar, "para provar que o projeto é viável, porque nenhuma região produz cana como essa sem adubo", segundo Francisco Aguiar Silveira, um dos plantadores. O presidente do Instituto do Açúcar e do Álcool, José Aprígio Vilela, disse que o problema do Projeto Agroindustrial Canavieiro Abrahão Lincoln não é do INCRA nem do IAA, porque "os recursos têm de sair do governo federal". Ele se recusa a intervir na usina, como pedem os colonos, que ganharam ação contra o IAA e a Empresa Construtora e Incorporadora Carneiro da Cunha Nóbrega (CONAN), que comprou a usina em 1981 e a abandonou em seguida. Aprígio informou que proposta de convênio IAA/INCRA está sendo elaborada para ir ao Ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, e Roberto Gusmão, da Indústria e Comércio, para assumir ônus de Cr$95 bilhões com indenizações de três safras de cana perdidas, salários atrasados, impostos ao Estado do Pará e recuperação do projeto (JB).