O presidente do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), Marcelo Palmério, denunciou ontem, na 37a. Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que se realiza em Belo Horizonte (MG), que a média anual de derrubada de árvores na Amazônia cresceu de 1,6 milhão de hectares, em 1975/79, para 2,7 milhões em 1984. Dos 26 parques nacionais e 14 reservas biológicas, que ocupavam uma área superior a 12 milhões de hectares, garante o presidente do IBDF que a maioria não possui nenhuma infra-estrutura e sua situação fundiária não está regularizada, a não ser os que foram criados em terras públicas. Acrescentou Palmério que o consumo de madeira no Rio Grande do Norte é tão grande que, se continuar no mesmo ritmo, "dentro de 26 anos não haverá uma única árvore em todo o Estado" (JB).