A microrregião de Irecê, na Bahia, está colhendo neste ano uma safra de 250 mil toneladas de mamona, equivalente a cerca de 70% da produção nacional, situada em cerca de 350 mil toneladas. No entanto, segundo Walter Ney Dourado Rodrigues, presidente da Cooperativa Mista de Irecê, com um mercado externo deprimido para o óleo-- devido à produção de mamona também recorde da Índia, que aumentou de 400 mil toneladas em 1984 para 500 mil neste ano--, as indústrias vêm pagando preços inferiores aos valores mínimos garantidos pela Companhia de Financiamento da Produção (CFP). Com isso, os agricultores estão preferindo vender ao governo, que paga de Cr$70,5 mil a Cr$74,5 mil por saca, conforme a qualidade da mamona, enquanto no mercado a cotação varia de Cr$48 mil a Cr$52 mil a saca (GM).