O presidente do Banco do Brasil, Camilo Calazans, defendeu ontem o plano de reforma de agrária "para dar terra àquele que pode produzir", mas ponderou que, na zona do agreste nordestino, por exemplo, a política do governo deve ter sentido inverso, com a aglutinação de propriedades e a criação de empregos urbanos para atuais ocupantes de minifúndios economicamente deficitários. Segundo Calazans, no nordeste, a reforma agrária deve trazer junto a irrigação e, nesta tarefa, o Banco do Brasil entrará como grande agente financeiro do programa de governo (FSP).