O PROGRAMA GRANDE CARAJÁS

Segundo o jornal Folha de São Paulo, um empresário ligado ao setor mineral, após leitura do "Plano de Desenvolvimento Regional do Programa Grande Carajás", afirma que o governo japonês concluiu um "documento minucioso propondo modelos de desenvolvimento dos recursos naturais da região de Carajás (PA)-- uma área que cobre cerca de 10% do território nacional". Conforme as informações, alguns dos modelos são semelhantes a propostas anteriores de empresas privadas japonesas para a exploração de minérios no Brasil. De acordo com o jornal, elaborado em caráter reservado pela Japan International Cooperation Agency (JICA), o estudo resulta de acordo firmado pelo ex-presidente Geisel. "Empresários que leram o documento questionam o possível compromisso entre o governo brasileiro e o Japão". José Vicente Vaz de Lima, da secretaria-executiva do Programa Grande Carajás, diz que o estudo apresenta apenas sugestões técnicas. Porém, "a análise dos recursos minerais inclui cerca de 17 mapas extremamente detalhados apontando todas as ocorrências e anomalias geológicas do subsolo da região de Carajás a partir de imagens do satélite Landsat e outras produzidas pelo projeto RADAM. Os modelos de implantação de fábricas de ferro-ligas, níquel, cobre e estanho são apontados com base na estrutura de custos de empreendimentos semelhantes em operação no país" (FSP).