De acordo com o jornal Folha de São Paulo, apesar do corte de Cr$1,3 trilhão efetuado pelo governo na conta-açúcar, o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) gastará, até o final do ano, Cr$3,9 trilhões, em subsídios à produção de açúcar e de álcool e na cobertura dos prejuízos da exportação. Conforme o jornal, quem financiará a maior parte destes gastos é o consumidor, que paga, no preço do açúcar, imposto de 25% para financiar o Programa de Apoio à Indústria Açucareira e Alcooleira. As indústrias do nordeste e da região norte do Estado do Rio de Janeiro receberão, neste ano, Cr$653 bilhões de subsídio para produzir álcool e Cr$987 bilhões para produzir açúcar (os subsídios incluem outras parcelas). Também em 1985 serão gastos Cr$1,9 trilhão para cobrir os prejuízos com venda de açúcar no exterior. A diferença entre a arrecadação do imposto e o orçamento do Programa de Apoio à Indústria açucareira e Alcooleira, de Cr$2,1 trilhão, será coberta pelo Orçamento Fiscal da União. O jornal afirma ainda que, ao apresentar o plano de safra para a aprovação do ministro da Indústria e Comércio, Roberto Gusmão, o IAA propôs que o subsídio à produção do álcool, que é repassado às destilarias do nordeste e da região norte do Estado do Rio de Janeiro, deixe de cair sobre o consumidor do açúcar, passando para os usuários do carro a álcool (FSP).