Os empresários do Rio de Janeiro não acham que o disparo do "gatilho" salarial vá fazer com que aumente substancialmente seus custos de produção, segundo Ricardo Degenzejn e Hélio Wrobel, diretores presidente da Formiplac e da Wrobel Construtora. Para eles, o maior problema é o aumento do custo das matérias-primas, que tem encarecido a produção. Degenzejn disse que a empresa já concedeu aumento de salários aos seus 2,2 mil empregados em torno de 30% e, por isso, não terá que aplicar o aumento de 20% determinado pela escala móvel já que os reajustes antecipados serão descontados quando for disparado o "gatilho". Contudo, o diretor da Formiplac disse que as matérias-primas adquiridas pela empresa aumentaram entre 30% e 40% e são estes custos que mais estão pesando nos custos de produção (GM).