Em depoimento ao Conselho de Justiça, Segurança Pública e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, que está ouvindo denúncias do grupo "Tortura Nunca Mais", o jornalista Álvaro Caldas apontou os nomes de diversos torturadores, indicando o coronel PM Walter Jacarandá, do Corpo de Bombeiros, como um dos "homens mais violentos" que o torturaram nas dependências do DOI-CODI em 1970. Álvaro Caldas citou como outros torturadores os tenentes do Exército Duque Estrada, Correia Lima e Dulene Garcez; o capitão do Exército José Ribamar Zamith; o capitão da Marinha Alfredo Poech, e os tenentes Da Silva e Avólio, não sabendo a que armas pertenciam. Embora não tenham participado de torturas contra ele, o jornalista denunciou ainda: o capitão do Exército Gomes Carneiro; tenente-coronel do Exército Nei Fernandes Antunes; capitão-médico do Exército Amilcar Lobo, que avaliava as condições de resistência dos presos; tenente-coronel do Exército Torres; major do Exército Fontenelle; sargento Antunes e cabo Gil, do Exército; os agentes do DOPS Teobaldo e Luís Timóteo e um soldado da PE conhecido por "baiano" (JB) (O Globo).