O sargento Antônio Nazareno Mortari Vieira-- ex-membro do Pelotão de Investigações Criminais do Exército-- confirmou, ontem, em Brasília, à comissão encarregada de investigar o caso do jornalista Mário Eugênio, a sua participação direta no crime. Ele assinou confissão, afirmando que os tiros foram desferidos pelo agente de polícia Divino José de Matos-- conhecido como "Divino 45"-- com uma espingarda calibre 12 e um revólver Magno 357. Segundo Antônio Vieira, foram seis homens: os agentes Iracildo José de Oliveira e Moacir Loiola e os cabos do Pelotão de Investigações Criminais do Exército, Davi Couto e Aurelino Silvino de Oliveira. Dez dias antes do crime, o sargento Antônio Nazareno foi procurado por "Divino 45" com a proposta de matar Mário Eugênio. O crime aconteceu no dia 11 de novembro do ano passado. Na época o jornalista ameaçava colocá-los na cadeia com denúncias de pertencerem ao esquadrão da morte (JB).