De acordo com os dados divulgados pelo presidente da NUCLEBRÁS, Licínio Seabra, ao completar seus primeiros 10 anos, o Acordo Nuclear entre o Brasil e a Alemanha representou um gasto global para o país de US$4 bilhões, dos quais US$1,2 bilhão foram gastos em pagamentos de juros e amortizações, sem que nenhuma das usinas esteja ainda operando. Para concluir as duas primeiras usinas das oito previstas no Acordo com a Alemanha o país terá que gastar mais US$1,9 bilhão, sendo US$900 milhões para as obras de Angra III, em fase ainda inicial. Angra II e Angra III, segundo a programação encaminhada pela direção da NUCLEBRÁS ao ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, estarão concluídas e começarão a operar em meados de 91 (Angra II) e 18 meses depois (Angra III). A mesma programação indica também a necessidade de construção de mais uma usina nuclear, com entrada em operação prevista para dois anos após o início da atividades de Angra III, e com início da obras previstas para o próximo ano, segundo explicou Licínio Seabra. Ele defendeu a construção da terceira usina do acordo argumentando que ela seria indispensável para a preservação da tecnologia adquirida, especialmente em relação às equipes que participaram da montagem das duas primeiras usinas do acordo (JB).