De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os programas, projetos e atividades ligadas à área social, agricultura e transportes vão responder por quase a metade dos cortes de Cr$4,4 trilhões no orçamento federal definidos esta semana. Conforme o jornal, os cortes do orçamento fiscal definidos esta semana atingiram o controle de endemias, a compra de vacinas, alimentação e nutrição para os carentes, o ensino de menores excepcionais, o abastecimento e o tratamento de água, melhoria de habitações, trens urbanos, produção de medicamentos para população de baixa renda, treinamento de mão-de-obra, o ensino de 1o. e 2o. graus, o ensino superior, a manutenção de hospitais e de centros psiquiátricos para doentes mentais e o apoio às comunidades indígenas. Ainda segundo o jornal, somente os Ministérios das Saúde, Educação e Cultura (manteve-se no orçamento a sigla antiga), Previdência e Interior os cortes atingiram Cr$1,55 trilhão, equivalente a 35% do total. Os cortes com as mordomias atingiram 0,008%, somando Cr$371,1 milhões em todo o governo. No Ministério da Saúde foram cortados Cr$54 trilhões para o combate à doença de Chagas, Cr$12,55 bilhões para o controle da malária, Cr$177,19 bilhões para o Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (Inam), incluindo-se aí programas alimentares, Cr$7,2 bilhões para os serviços de saúde pública, Cr$12,35 bilhões na área de infraestrutura em serviços básicos de saúde, Cr$9 bilhões na área de aquisição de medicamentos, vacinas e insumos, Cr$4,02 bilhões na construção e ampliação de sistema de abastecimento de água, Cr$4 bilhões no controle de esquistossomose, Cr$1,09 bilhão na vigilância epidemiológica, Cr$1,39 bilhão no controle da hanseníase, entre outros (FSP).