NOVA REDAÇÃO NO PLANO NACIONAL DE REFORMA AGRÁRIA

O presidente do INCRA, José Gomes, afirmou que para acabar com a polêmica sobre os conflitos fundiários como um dos itens prioritários de desapropriação será feita nova redação sobre esse assunto no Plano Nacional de Reforma Agrária. Gomes disse que não imaginava que "conflitos instalados" fossem confundidos com "conflitos fabricados". A propósito da notícia, veiculada ontem, pelo JB, sobre os altos custos para a execução da reforma agrária no país, os coordenadores da Campanha Nacional de Reforma Agrária, Herbert de Souza e da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária), Carlos Minc, responderam que "só em débitos do Imposto Territorial Rural, nos últimos cinco anos, o INCRA tem para arrecadar cerca de Cr$2 trilhões. Além disso, uma quantia ainda maior seria obtida caso fosse criado o Fundo Nacional de Reforma Agrária, previsto pelo Estatuto da Terra, que a ele atribui recursos orçamentários no valor de 3% da arrecadação da União". Herbert de Souza e Carlos Minc argumentaram que a principal pergunta a ser feita, no entanto, é quanto custa não
68066 fazer a reforma agrária. Custa o preço da importação de alimentos e do
68066 aumento do êxodo rural que já atinge 1 milhão de pessoas (JB).