Segundo o jornal Folha de São Paulo, o país sofreu um prejuízo de Cr$996 bilhões (a preços de abril de 1985) com as aplicações do Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR) em 114 projetos agropecuários aprovados pela SUDENE, nos últimos anos. Os recursos foram entregues a empresas beneficiárias do FINOR, como incentivo financeiro ao desenvolvimento social e econômico da região, para que elas implantassem seus projetos agropecuários. Vencidos os prazos, elas não o fizeram. Conforme o jornal, o prejuízo que representa um golpe no FINOR, decorre de operações usuais do sistema: "as empresas recebem do FINOR recursos provenientes dos cofres públicos para implantar projeto agropecuário aprovado pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), em troca de ações emitidas por elas; as ações, negociadas por seu valor nominal, ficam depositadas em carteira no Banco do Nordeste; as empresas não implantam o projeto, desrespeitando prazos e metas fixados em contratos; as ações caem de preço no mercado, na falta de resultados econômico- financeiros, e isso cria condições de as empresas reavê-las, anos depois, a custos inferiores ao valor nominal. Com isso, recuperam o controle acionário da empresa, desvinculando-se do sistema FINOR/SUDENE (FSP).