A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

O presidente do Banco Central, Antônio Carlos Lemgruber, disse que o Brasil vai endurecer com os bancos credores na renegociação plurianual da dívida externa e ressaltou que a capitalização de juros foi colocada na mesa de negociações em abril e "continua na ordem do dia". Porém afirmou que o país não pode adotar "radicalismo irresponsável", capaz de ameaçar os créditos brasileiros de curto prazo, de US$16 bilhões. "Essas linhas de curto prazo representam o capital de giro do país. Sem esses US$16 bilhões, o Brasil ficaria sem reservas cambiais e sem condições de importar até mesmo petróleo" (FSP).