O presidente da Coordenação Nacional da Reforma Agrária (CNRA), Herbert de Souza disse que "as entidades que o ex-presidente Tancredo Neves convocou para participar da elaboração do plano de reforma agrária estão pedindo uma definição de papéis na discussão sobre o assunto, pois até agora, os ministros e líderes do PMDB e PFL, todos integrantes da Aliança Democrática não deram nenhuma demonstração de que apóiam a reforma como a apoiavam durante a gestação da Nova República". Além da CNRA e da ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária), as entidades que reclamam mais apoio à reforma agrária são o IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), a CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), a CPT (Comissão Pastoral da Terra), o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Herbert de Souza diz ainda que, "os verdadeiros pais da reforma silenciaram e nós, que mesmo querendo algo mais profundo, estávamos apoiando este 1o. Plano Nacional de Reforma Agrária, ficamos sozinhos na estrada, apoiados unicamente pelo presidente José Sarney". Nós achamos que o combate ao plano parte de setores derrotados pela
67952 Aliança Democrática. Ele acrescentou também que, embora este plano de reforma, não seja ainda o desejado, "nós estamos decididos a apoiá-la, mas no nosso modo de entender, a reforma precisaria ser feita em cinco anos e não em 15, como está programada. E pretendíamos que o governo assentasse 2 milhões de famílias por ano, contra o assentamento previsto de 1 milhão e 400 famílias em quatro anos" (JB).