Segundo o jornal Folha de São Paulo, a proposta formulada pelo empresário Antônio Ermírio de Moraes, também integrante da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais, de participação dos trabalhadores no faturamento das empresas onde estão empregados, foi interpretada por diversos empresários como uma nova versão do PIS, cujos recursos passariam a ser administrados por representantes patronais e de trabalhadores, em benefício destes. O presidente da FIESP, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, membro da Comissão, afirmou que caso este seja realmente a finalidade da proposta, merece integralmente seu apoio. Quanto à questão da pluralidade sindical, Luís Eulálio disse que a atual legislação inibe e desvirtua a atividade sindical. Esta foi a razção que o levou a propor uma profunda reforma do conceito de representatividade de classe, que permita uma maior liberdade na formação de organismos que, sem a tutela do Estado, possam refletir o desejo e atender as necessidades de seus associados (FSP).