Um acordo entre a FAESP (Federação da Agricultura de São Paulo) e a FETAESP (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado) encerrou a greve de 6 dias dos "bóias-frias" nos canaviais da região de Ribeirão Preto (SP). O acordo não atendeu às principais reivindicações dos sindicatos, mas segundo a FETAESP, avançou em alguns pontos. O principal deles é a antecipação trimestral a 1o. de agosto e 1o. de novembro, o que equivale a reajustes de 50% do INPC do período nos preços da diária e tonelagem de cana cortada pelos "bóias-frias". Outro item é a estabilidade de 60 dias após acidente de trabalho. Na parte econômica, o acordo manteve os mesmos valores já propostos antes da greve pelos empresários. O preço da diária paga ao trabalhador nas grandes usinas será de Cr$18 mil e nas pequenas e médias propriedades rurais, de Cr$16825 (a FETAESP reivindicava Cr$37 mil e Cr$35 mil). O preço da tonelada ficou em Cr$5200 para as canas de 18 meses, que são mais difícies de cortar, e em Cr$4960 para as demais (a FETAESP queria eliminar a medição por tonelada) (JB).