SEGUNDO O ECONOMISTA DÉRCIO GARCIA MUNHOZ, DA UNIVERSIDADE DE BR

Segundo o economista Dércio Garcia Munhoz, da Universidade de Brasília, afirmou que no primeiro mês de vigência a nova fórmula das correções monetárias e cambial "provocou grandes prejuízos à economia do país". Segundo ele, somente em abril a diferença de 4,6% da correção monetária em relação à taxa de inflação fez com que a dívida pública de Cr$133 trilhões tivessem um acréscimo de Cr$7,36 trilhões. A dívida em moeda estrangeira do Banco Central, de US$20 bilhões, que corresponde a Cr$100 trilhões, aumentou Cr$4,6 trilhões. A dívida externa das empresas estatais e privadas, de US$80 bilhões, que equivalem a Cr$400 trilhões, sofreu acréscimo de Cr$18,4 trilhões. E os juros de US$12 bilhões que o Brasil paga anualmente ao exterior, representando Cr$60 trilhões, por conta da sua dívida externa, subiram Cr$2,8 trilhões (O Globo).