Segundo o jornal Gazeta Mercantil, uma nova política de controle de preços industriais começa a ser desenhada, em conjunto, pelo governo e pelos empresários. Conforme o jornal, no último dia 17, o ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, recebeu um grupo de empresários, liderado por Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, presidente da FIESP, que lhe deu a idéia de trocar a atual política de represamento dos preços industriais por "uma contribuição espontânea" das empresas durante um período pré- determinado. A proposta dos empresários consiste no sequinte: durante 90 a 120 dias, a contar do último aumento concedido pelo governo, as empresas se contentariam em obter do CIP um reajuste em nível inferior à inflação desse período. Depois disso, o governo garantiria às empresas a aplicação normal dos repasses de custos anotados nas planilhas de cada produto. Ou seja, aplicaria as normas habituais do CIP (GM).