Os ministros do Planejamento e da Fazenda do governo Figueiredo, Delfim Neto e Ernane Galvêas, declararam-se Indignados" pela decisão do sub- procurador geral da República, José Arnaldo da Fonseca, de enquadrá-los no processo da Coroa/Brastel por crime de "corrupção passiva em forma privilegiada", pesando ainda contra Delfim Neto a tipificação de prevaricação. Delfim e Galvêas, em declaração conjunta por escrito entregue à imprensa, afirmaram-se vítimas de mais uma "tentativa de envolvimento político de pessoas responsáveis da anterior administração" e reclamaram de "ultraje à honra e à decência". Eles afirmaram não terem conduzido o proprietário da Coroa/Brastel, Assis Paim, à compra da Corretora Laureano, pouco antes da decretação de sua própria falência. Declararam que o empréstimo de Cr$2,5 bilhões a Coroa/Brastel foi uma operação legítima do governo que respondeu aos seus próprios interesses. Negaram ainda a realização de uma reunião no Palácio do Planalto, em maio de 1983, com a presença dos ministros do Planejamento, da Fazenda e do presidente do Banco Central para a aprovação da assistência de liquidez de Cr$30 bilhões a Coroa/Brastel (FSP).