O presidente da NUCLEBRÁS, Licínio Seabra, afirmou que o orçamento mínimo da empresa para este ano será de US$800 milhões. Uma das hipóteses cogitadas para o programa nuclear é renegociar com os alemães as dívidas atuais e transformá-las em capital de risco. Assim, empresas alemãs como a KWU poderão ser convidadas a ter maior participação acionária em empresas como a Nuclep e a Nuclei, disse Seabra. Segundo ele, apenas em juros, a NUCLEBRÁS pagará este ano US$300 milhões, ou Cr$1,5 trilhão, o que a torna inviável. Seabra afirmou, ainda, que a empresa acumula hoje uma dívida global de US$2,4 bilhões, dos quais US$2 bilhões em moeda estrangeira. Tem uma dívida interna de Cr$550 bilhões, dos quais Cr$175 bilhões com empreiteiros e fornecedores, Cr$215 bilhões com instituições financeiras nacionais e o restante em impostos e taxas atrasados. Dos US$800 milhões que seria o orçamento mínimo da NUCLEBRÁS para este ano, Seabra informa que US$350 milhões iriam para a rolagem da dívida, entre juros e amortizações, US$370 milhões para investimentos e US$80 milhões para gastos gerais. Dos investimentos de US$370 milhões, 80% seriam destinados à Angra II e Angra III e cerca de US$60 milhões para o ciclo do combustível e desenvolvimento tecnológico. Licínio Seabra destacou, porém, que será feito um estudo sobre a construção das usinas Angra II e III com todas as alternativas possíveis, desde a diminuição do ritmo, paralisação total ou mesmo financiamento integral como chegou a ser proposto pelos alemães (O Globo) (O ESP).