O frei Leonardo Boff confirma, através de uma nota, a punição do Vaticano condenando-o a um período de silêncio. A nota é considerada sua última manifestação pública antes de guardar silêncio "penitencial", e na íntegra diz o sequinte: "Por decisão de Roma estou na impossibilidade de me pronunciar em público durante um tempo conveniente. Antes de entrar nesse tipo de silêncio penitencial, parece-me oportuno deixar claras algumas posições passíveis de equívocos: -- declaro que não sou marxista. Como cristão e franciscano sou a favor das liberdades e do direito de religião e da nobre luta pela justiça em direção a uma sociedade nova. -- reafirmo que o evangelho se destina a todos, sem exceção. Entretanto, reconheço que este mesmo Evangelho privilegia os pobres porque eles se constituem as maiorias sofredoras e porque são os preferidos de Deus, de Cristo e da Igreja. -- entendo que numa situação de opressão como a nossa, a missão da Igreja deve ser, sem equívocos, libertadora. -- estou convencido de que as medidas tomadas a meu respeito não anulam a necessidade de, em comunhão com o magistério, se continuar avançando na elaboração de uma autêntica Teologia da Libertação. -- caberá doravante às instâncias competentes fornecer maiores informações" (FSP).