O Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul denunciou, ontem, o contrabando de armas através dos portos de Belém (PA) e Manaus (AM). As armas estão sendo fornecidas pela França e Holanda com autorização do governo brasileiro. O dirigente da entidade, Jair Krischke, disse que "na primeira semana de dezembro o chefe do Exército de Libertação do Suriname, Ronnie Brunswick, e o ex-presidente daquele país, Henk Chin a Sen, mantiveram encontro secreto no Rio de Janeiro com um tal coronel Santos, do SNI (Serviço Nacional de Informações), para tratar dos detalhes relativos à passagem do material bélico por território brasileiro". Segundo Jair, em 1981, durante o governo do general João Figueiredo, o Brasil assinou um contrato no valor de US$70 milhões para fornecer carros de combate "Urutu" e "Cascavel" e armas leves ao presidente Bouterse. O negócio foi concretizado pelo então chefe da Casa Militar, general Danilo Venturini, numa viagem àquele país (JB).