Será instalada hoje a "constituinte nacional do café", que se propõe a uma ampla revisão da política cafeeira. A constituinte ficará a cargo da Junta Consultiva do Instituto Brasileiro do Café, que reúne representantes dos produtores rurais, torrefadores e exportadores. A constituinte será aberta pelo presidente do IBC, Karlos Rischbieter, que defende a redefinição do papel desempenhado pelo próprio Instituto. O Centro do Comércio do Café do Rio de Janeiro entregou, ontem, a Rischbieter, documento com as sugestões dos exportadores para a constituinte. Os autores do documento querem que os empresários tenham um representante na delegação oficial brasileira durante as negociações internacionais e que sejam revistos os contratos de fornecimento aos torrefadores internacionais ou que sejam suspensos tais contratos, em troca de uma política de preços flexíveis. Propõem, ainda, que o Brasil reveja a política de preços para os países que não fazem parte da Organização Internacional do Café e que, até setembro, conceda aos não-membros preços equivalentes ao melhor contrato dentro da OIC. Querem liberdade de registros para novas firmas de exportação e uma política de preços mínimos ao produtor que se aproxime das cotações internacionais mas se posicionam contra o subsídio do preço do café para o consumidor (FSP).