CORRUPÇÃO NO IAA

Um total de 110 empresas credenciadas a exportar açúcar, entre as quais escritórios de advogacia, imobiliárias e escritórios de picaretagem,
66900 sediados no Rio de Janeiro e Brasília. Este foi o quadro encontrado pela nova administração do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), segundo denúncia feita à imprensa pelo diretor de exportação da autarquia, Willes Banks Leite. Entre as empresas credenciadas, 12 só operavam na gestão do ex-ministro da Indústria e Comércio, Murilo Badaró, respondendo por uma boa parte das vendas antecipadas das cotas de exportação relativas aos anos de 1985 e 1986. O quadro foi considerado de tal gravidade pela nova administração do IAA que, ainda nesta semana, a autarquia baixará uma resolução fixando novos critérios de credenciamentos para empresas interessadas em exportar. Segundo Leite, a maior parte das empresas credenciadas ficou fora do mercado, pois as cotas já haviam sido absorvidas, seja pelas tradicionais exportadoras, seja por aquelas 12 (os nomes ainda não foram revelados) que só operaram no final do último governo. O IAA está analisando cada caso, e espera concluir este levantamento em junho próximo (GM).