O presidente da CNBB, dom Ivo Lorscheider, ao comentar o lançamento da Campanha da Fraternidade, ontem, pelo papa João Paulo II, disse "ser lamentável que, por causa da terra, existam conflitos e violência". Em Brasília, o ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, disse que "o grande desafio do Brasil é provar que a reforma agrária pode ser feita por meios pacíficos, e que o papel da Igreja é de conscientizar a população de que isto é possível". Em Salvador, o arcebispo dom Avelar Brandão Vilela, cardeal-primaz do Brasil, disse que "a reforma agrária é muito moderada e precisa ser discutida por todos os segmentos civis e religiosos da sociedade para ser aperfeiçoada". Em Belo Horizonte, o arcebispo dom Serafim Fernandes de Araújo, que preside a regional Leste II da CNBB, disse que "a reforma agrária é um dos temas da Constituinte sobre a qual a Igreja pretende fazer ouvir sua palavra". O cardeal-arcebipo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, propôs ontem, ao ensejo do lançamento da Campanha da Fraternidade, "a mobilização pacífica, firme e organizada das comunidades para dar solução ao problema da terra" (JB).